CANTINHO DA REFLEXÃO


Sábado , 04 de Novembro de 2006


A VIDA

                                                                  (Mário Quintana)
 
A VIDA SÃO DEVERES QUE NÓS TROUXEMOS PRA FAZER EM CASA.....
 
quando  se vê, já são seis horas!
HÁ TEMPO...

quando se vê, já é sexta-feira.... quando se vê, passaram-se 60 anos!.

AGORA É TARDE DEMAIS,

para ser reprovado...

se me fosse dada, um dia, outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio.

seguiria sempre em frente

e iria jogando, pelo caminho,

a casca dourada

e inútil das horas...
 
 
Como disse Manuel Bandeira :
"Meu Quintana, os teus cantares não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares"
 

Escrito por nani às 20h50
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ME ENCANTE

Me encante  da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar.
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir, aquele sorriso malicioso e gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos, gesticule quando for preciso, me toque, quero
correr esse risco.
Acarinhe-me se quiser, vou fingir que não entendo, que nem queria esse
momento.
Me encante com seus olhos, me olhe profundo, mas só por um
segundo, depois desvie o seu olhar,
como se o meu olhar, não tivesse conseguido lhe encantar....
E então, volte a me fitar, tão profundamente, que eu fique perdida sem saber
o que falar...
Me encante com suas palavras, fale-me dos seus sonhos,
dos seus prazeres, me conte segredos, sem medos ...
e depois me diga o quanto eu  a  encantei.
Me encante com serenidade, mas não se esqueça, também tem que ser com
simplicidade,
não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
não tenha pressa, tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o  primeiro namorado, sem subterfúgios, sem
cálculos,
sem dúvidas, com certezas.
Me encante na calada da madrugada,
na luz do sol ou embaixo da chuva.
Me encante sem dizer nada ou até dizendo tudo,
sorrindo ou chorando, triste ou alegre ...
mas me encante de verdade, com vontade ....
que depois, eu te confesso que me apaixonei
e prometo lhe encantar todos os dias,
do resto das nossas vidas.

 
me encante meu amor....
 
Gi

Escrito por nani às 07h56
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Sexta-feira , 03 de Novembro de 2006


ESQUECÍ DE DIZER

By Fátima Irene Pinto


   
Enquanto eu mandava e-mails, e poesias todos os dias,
Enquanto eu o surpreendia magoada, de madrugada no ICQ,
Enquanto eu capitulava ou sublimava perdoando você,
Enquanto eu lamentava inconformada, quase a lhe aborrecer,
Enquanto eu me contentava com o pouco ou quase nada que você me dava,
Enquanto eu me afligia quando você, sem aviso, sumia,
Enquanto eu, humilde, relevava o seu abuso de poder,
Enquanto, diante de uma única frase sua
- Não Me Esqueça -
Eu acreditava e insistia em não esquecer,
Fui me esquecendo de dizer que se um dia eu me calasse,
Seria então pra valer.

E é bom que fique claro, meu amigo,
Que não é por despeito ou por orgulho ferido,
Não é para dar tempo ao tempo,
Tampouco por um lampejo de sensatez.
É que você simplesmente,
e inexoravelmente,
Secou em mim de uma vez !


Fátima Irene Pinto


Escrito por nani às 07h48
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Quarta-feira , 01 de Novembro de 2006


PENSAR... QUERER ... NÃO TER


Pensar em você é um bálsamo para minha alma,
querer é o meu desejo mais ardente
não o ter é real, impossivel, 
é o oposto de tudo que quero...

Entre nós existe um amor puro e sincero, 
porém virtual,
Mas como? Se é virtual, se nunca o vi 
como posso afirmar que é amor?

Quis o destino que nos conhecêcemos através de
 um e-mail, o qual não era destinado a mim. 
Coincidência? Acaso? 
Ironia do destino ou estava escrito?

Dias após dias aquelas palavras me irritavam. 
Que atrevimento! Por que tanta insistência 
em me conhecer?

Foi então que resolvi responder. Claro que era um
 engano, mas o e-mail era quase idêntico. 
Por falta de um ponto veio para mim. 

Comentei que não o conhecia e nem era a pessoa
 procurada, mas agradeci o poema que havia 
me enviado e percebi algo em comum entre nós.

Falamos de nossas vidas, nossos compromissos,
familia e, quase que diariamente,
recebia umas frases carinhosas. 

Não sabíamos da distância que nos separava
 em quilômetros mas sentíamos nossos corações
 bem perto.

O tempo foi passando e o meu amigo virtual 
sempre ali,  me incentivando, dedicando 
frases de coragem e auto-ajuda e 
a voltar para DEUS.

Fomos percebendo afinidades,
companheirismo, compreensão, diálogo; 
até que então nosso coração nos disse! 
"É O AMOR!",  mesmo outonal e impossivel, 
esta é sua alma gêmea.

Quando descobrimos ficamos afastados 
da telinha, dias, ou até mês, 
até deixarmos o coração extravasar. 

Sentimos o amor, um amor sem rosto, 
sem contato e sem conhecer o tom da voz. 

Não podemos ferir ninguém, sei que nunca nos
 veremos, mas com certeza este sentimento que
 ainda não sabemos definir ficará marcado para
 sempre em nossas vidas.

Como é bom amar e me sentir amada, 
mesmo sem saber como somos. 

"Nunca te vi e sempre te amei"

Rayma 
09.08.03
 

Escrito por nani às 07h41
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Terça-feira , 31 de Outubro de 2006


Campo de flores

Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus -ou foi talvez o Diabo- deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.

Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.

Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.

Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.

E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.

Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.

Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.

Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.

Carlos Drummond
de Andrade


Escrito por nani às 07h58
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Domingo , 29 de Outubro de 2006


Escrito por nani às 19h11
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