CANTINHO DA REFLEXÃO


Sábado , 30 de Setembro de 2006


 

Tive medo

   

 

  Tive medo do teu olhar...

 mas me deixei ver...por dentro e por fora...

   porque tive medo que tu fosses embora.

                                                                    

                                                                   Tive medo das tuas mãos...

 mas me deixei tocar...precisava te sentir...

       porque tive medo, tu poderias não existir.

 

   Tive medo dos teus lábios...

mas me deixei beijar...nas mãos, no rosto...

porque tive medo de nunca sentir esse gosto.

 Tive medo dos teus braços...

mas me deixei te abraçar...num abraço quente...

 porque tive medo de te perder de repente.

 Tive medo dos teus apelos de amor ...

mas me deixei te ouvir...toda eu, te escutei...

porque tive medo, precisava do que sonhei. 

 Tive medo dos nossos sentimentos...

Mas me deixei entregar...sem nenhum pudor...

porque tive medo de não viver um grande amor.

Silvia Munhoz

18/02/2001

Texto: Direitos Autorais Reservados

Escrito por nani às 07h21
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 29 de Setembro de 2006


A NUVEM E A DUNA

 

 

Uma jovem nuvem nasceu no meio de uma grande tempestade no Mar Mediterrâneo. Mas sequer teve tempo de crescer ali; um vento forte empurrou todas as nuvens em direção à África.
Assim que chegaram ao continente, o clima mudou: um sol generoso brilhava no céu, e embaixo se estendia a areia dourada do deserto de Saara. O vento as continuou empurrando em direção as florestas do sul, já que no deserto quase não chove.
Entretanto, assim como acontece com os jovens humanos, também acontece com as jovens nuvens: ela resolveu desgarrar-se do seus pais e amigos mais velhos, para conhecer o mundo.
- O que você está fazendo? - reclamou o vento. - O deserto é todo igual! Volte para a formação, e vamos até o centro da África, onde existem montanhas e árvores deslumbrantes!
Mas a jovem nuvem, rebelde por natureza, não obedeceu; pouco a pouco, foi baixando de altitude, até conseguir planar em uma brisa suave, generosa, perto das areias douradas. Depois de muito passear, reparou que uma das dunas estava sorrindo para ela.
Viu que ela também era jovem, recém-formada pelo vento que acabara de passar. Na mesma hora, apaixonou-se por sua cabeleira dourada.
- Bom dia - disse.
- Como é viver aí embaixo?
- Tenho a companhia das outras dunas, do sol, do vento, e das caravanas que de vez em quando passam por aqui. As vezes faz muito calor, mas dá para agüentar. E como é viver aí em cima?
- Também existe o vento e o sol, mas a vantagem é que posso passear pelo céu, e conhecer muita coisa.
- Para mim a vida é curta - disse a duna. - Quando o vento retornar das florestas, irei desaparecer.
- E isso lhe entristece?
- Me dá a impressão que não sirvo para nada.
- Eu também sinto o mesmo. Assim que um novo vento passar, irei para o sul e me transformarei em chuva; entretanto, esse é meu destino.
A duna hesitou um pouco, mas terminou dizendo:
- Sabe que, aqui no deserto, nós chamamos a chuva de Paraíso?
- Eu não sabia que podia me transformar em algo tão importante
- disse a nuvem, orgulhosa.
- Já escutei várias lendas contadas por velhas dunas. Elas dizem que, após a chuva, nós ficamos cobertas de ervas e de flores. Mas eu nunca saberei o que é isso, porque no deserto chove muito raramente.
Foi a vez da nuvem ficar hesitante. Mas logo em seguida, tornou a abrir seu largo sorriso:
- Se você quiser, eu posso lhe cobrir de chuva. Embora tenha acabado de chegar, estou apaixonada por você, e gostaria de ficar aqui para sempre.
- Quando lhe vi pela primeira vez no céu, também me enamorei - disse a duna. - mas se você transformar sua linda cabeleira branca em chuva, terminará morrendo.
- O amor nunca morre - disse a duna. - Ele se transforma; e eu quero mostrar-lhe o Paraíso.
E começou a acariciar a duna com pequenas gotas; assim permaneceram juntas por muito tempo, até que um arco-íris apareceu.
No dia seguinte, a pequena duna estava coberta de flores. Outras nuvens que passavam em direção à África, achavam que ali estava parte da floresta que andavam buscando, e despejavam mais chuva. Vinte anos depois, a duna havia se transformado num oásis, que refrescava os viajantes com a sombra de suas árvores.
Tudo porque, um dia, uma nuvem apaixonada não tivera medo de dar sua vida por causa do amor.

(Paulo Coelho)

Escrito por nani às 07h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quinta-feira , 28 de Setembro de 2006


Ansiosa espera...
Era um dia especial,
amanheceu, entardeceu,
anoiteceu...passou
e sua mensagem não chegou.

E eu tinha certeza que viria...
Depois de excitante expectativa,
a frustrante tristeza...
Dúvidas.. foi esquecimento?...
E as promessas?...
Foi impossibilidade?...
Eu tinha certeza que viria...
Não veio no dia esperado
e nem depois...

Promessas quebradas
são como quebra cabeças
quando reconstruídas
ficam com aparência de remendos
Frágeis...

Sonhos desfeitos
não renascem das desilusões
É preciso criar novos sonhos
É preciso esquecer o que passou
É preciso começar de novo...
Vai valer a pena?...
Não sei...
Mas se não tentar jamais saberei.

autor desconhecido

Escrito por nani às 19h09
[ ] [ envie esta mensagem ]

És o meu anjo,  meu anjo sedutor...
que está sempre de mim pertinho,
embora escondidinho,
e me seduzindo com o teu amor.
 És o meu anjo,
um anjo às vezes com pudor,
um anjo às vezes distraído,
um anjo às vezes pecador,
mas é o meu anjo,
meu anjo sempre sedutor,
que me faz sentir
e viver esta emoção,
que me embevece o coração,
que atiça a minh'alma
com a tua sedução,
e desperta em mim o desejo,
a ardência da paixão.
O meu anjo sedutor,
cativante...
inebriante...
distante...
O meu anjo,
O meu amor!

 (Mônica Amélia)

Escrito por nani às 07h04
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quarta-feira , 27 de Setembro de 2006


O Valor das Pequenas Coisas

Aprenda a escutar a voz das coisas,
dos fatos, e verás como tudo fala,
como tudo se comunica contigo.

Em cada indelicadeza,
assassino um pouco aqueles que me amam.

Em cada desatenção,
não sou nem educado e nem cristão.

Em cada olhar de desprezo,
alguém termina magoado.

Em cada gesto de impaciência,
dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.

Em cada perdão que eu negue,
vai um pedaço do meu egoísmo.

Em cada ressentimento,
revelo meu amor-próprio ferido.

Em cada palavra áspera que digo,
perdi alguns pontos no céu.

Em cada omissão que pratico,
rasgo uma folha do evangelho.

Em cada esmola que eu nego,
um pobre se afasta mais triste.

Em cada oração que não faço, eu peco.

Em cada juízo maldoso,
meu lado mesquinho se aflora.

Em cada fofoca que faço,
peco contra o silêncio.

Em cada pranto que enxugo,
torno alguém mais feliz!

Em cada ato de fé,
eu canto um hino à vida.

Em cada sorriso que espalho,
planto alguma esperança.

Em cada espinho, que finco,
machuco algum coração.

Em cada espinho que arranco,
alguém beijará minha mão.

Em cada rosa que oferto,
os anjos dizem: Amém!

Somos todos, anjos com uma asa só.
E só podemos voar quando "abraçados uns aos outros".

Roque Schineider

Escrito por nani às 07h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

Terça-feira , 26 de Setembro de 2006


Fadas

Aquilo que o ser humano vê, ouve e sente nos primeiros anos de vida é normalmente chamado de fantasia. Mas será mesmo?... Os anos passam e a ignorância toma conta da mente, que perde a sua pureza e apreende aquilo que a sociedade lhe impõe. Ou seja, perdemos a capacidade de subir ao mundo astral, perdendo o contacto com o fantástico mundo das fadas. Mas elas continuam a coexistir com os humanos e o seu espaço físico. Não acreditar nesses seres etéreos pode mesmo tornar-se perigoso, pois sem querer estamos a duvidar de mundos paralelos ao nosso que têm uma importância enorme para o equilíbrio e preservação do planeta. As fadas têm uma personalidade própria, os seus sentimentos, ideias e talentos. Tal como nós, são bastante sensíveis, tendo as suas manias, podendo gostar ou odiar certos elementos da natureza. Elas podem proteger e ajudar em determinadas áreas, mas podem também provocar incidentes ou causar problemas. A melhor maneira de chamar estes pequenos seres ao seu convívio é convidá-los a entrar em sua casa e não exigir a sua presença. Segundo a tradição, as fadas são bastante receptivas a presentes, especialmente se lhes oferecer pão, leite, manteiga e bolos.
 

As Fadas que Protegem o Lar

Ban-tee: estas palavras têm o significado literal de dona de casa. As fadas Ban-tee podem ser encontradas a vigiar as crianças e os pequenos animais de estimação. Dizia-se na antiguidade que executavam todas as tarefas das mães quando estas estavam demasiado cansadas ou enquanto dormiam. Nessa altura eram elas que protegiam as crianças, evitando que corressem qualquer tipo de risco. A fada Ban-tee adora morangos frescos, cremes doces e tudo o que pede em troca destas guloseimas é que a deixem vigiar o lar.

Brownie: de origem escocesa, tem um aspecto físico pouco feminino, a pele escura e aparece sempre vestida de verde, azul ou castanho, com uma pequena capa sobre os ombros. Procura um ser humano que aceite os seus préstimos e dedica-se a ele para toda a vida. Mas para que isso aconteça a pessoa tem de ser humilde, simpática e meiga. É esta fada que pode afastar de casa todos os maus espíritos. Procura sempre uma casa quente, mas não admite a existência de gatos. Adora receber como presentes leite, mel e pequenos objectos feitos em madeira.

Gan-cahn-ock: de origem irlandesa tem os olhos rasgados e as orelhas bicudas. Distingue-se por ser muito pequena e por ter um sorriso maquiavélico. Tem umas asas minúsculas que podem aparecer e desaparecer e adora pregar partidas aos seres humanos, principalmente aos jovens. Gosta de estar em locais quentes, de receber leite com açúcar e quando se dedica a um lar específico, protege-o de roubos e incêndios.

Tomtra: do sexo masculino, aparece sempre com uma capa verde e um fato castanho, cor de terra. É de origem finlandesa e adopta uma casa onde permanece a tempo inteiro, mas para que isso aconteça tem de se sentir recompensada. Caso não existam contrapartidas, pode tornar-se vingativa, acabando com toda a boa sorte do lar. Deve receber doces, geleia e mel puro em pequenas tigelas de vidro.

 

             As Fadas que Protegem Pessoas

Din-geth-ai-noon: irlandesa, está ao serviço da deusa Aine, que protege especialmente a mulher. Pode assumir as mais variadas formas. Dorme na floresta mais próxima da casa da mulher que protege. Para a convidar para a sua casa terá de escrever o nome Aine à entrada da porta e pronunciar em voz baixa todas as manhãs (quando sai de casa) a palavra Dinnshenc.

Guwer-geth-ain-noon: vinda do País de Gales, belíssima, de cabelos compridos e loiros. Adora crianças e protege as mães. Tem quase o tamanho feminino e habita perto dos grandes lagos. É bastante temperamental e facilmente se ofende. Só sabe contar até ao número cinco (o número mágico das fadas). É especialista em música e adora dançar, aproximando-se dos lares onde houve tocar piano ou harpa.

Twlwyth-tegs: também do País de Gales, protege pessoas de qualquer idade, sexo, raça ou cor. Vive em grupos e desloca-se para verificar onde a sua presença está á fazer mais falta. Vive em ilhas com nevoeiro onde as tempestades sejam uma constante, pois é na água e na humidade que reencontra as suas energias. Adora jardins e de cuidar das flores, sente-se bem recebida quando lhe oferecem água fresca numa taça branca em sinal de amizade.

Mother Hole: de origem alemã, tem o aspecto de uma mulher idosa e respeitável, reconhece-se facilmente pelos longos cabelos negros e pelo vestido comprido verde-escuro. A sua função é avisar do bem e do mal que se aproxima. Trabalha de modo honesto, mas a recompensa que pede é bastante cara: OURO! Muitas vezes convida as pessoas a visitar a sua residência, no meio das searas, e ajuda-as no seu crescimento espiritual.

Urisks: embora sendo bastante feia, esta fada de origem escocesa é bastante amigável e procura a companhia do ser humano que deseja proteger ao longo da vida. É muito inteligente e psiquicamente desenvolvida, e encontra-se no meio dos bosques, onde tem a fama de assustar crianças, devido ao seu aspecto despenteado e à sua corcunda pouco estética. Para obter a sua amizade, é apenas necessário oferecer-lhe a sua amizade, visitando-a no bosque, chamando-a e dizendo que precisa do seu apoio. Urisks não pede presentes materiais para socorrer seja quem for.

 

             (Autor Desconhecido)

Escrito por nani às 15h20
[ ] [ envie esta mensagem ]

Q u e m  S a b e  P e r d e r

- A vida é um jogo, e há que se saber perder para viver bem -

©T e x t o  d e  S í l v i a  S c h m i d t



Saber perder é a única receita para ganhar sempre.

Quem já aprendeu a perder é aquele que conseguiu  vencer a vaidade, a
arrogância e a prepotência.
Ele é um vencedor em qualquer circunstância,
porque está livre de coisas pequenas.

Quem já aprendeu a perder comemora
só a própria vitória quando vence.
Ele não comemora a derrota de outrem porque
não vê graça nenhuma em brindes a derrotas.
Ele sabe que não é preciso nenhuma força
para "chutar cachorro morto".

Quando ele festeja a vitória, ele não desrespeita
o vencido porque está consciente de que num dia ele  pode ser o caçador e
num outro dia ser a caça.
Ele já reconhece - e aceita - a virada das marés.

Quem já aprendeu a perder consegue perceber a hora  de dar um passo atrás,
deixando que um outro avance.
Ele conhece a medida exata da sua força e
da sua capacidade para esta ou aquela tarefa, e
nunca sai machucado em nenhuma situação de derrota.
Ele venceu o orgulho, a necessidade de sempre
"estar por cima" e a busca por aprovação de terceiros.
Ele se aprova, e isso lhe basta.

Quem já aprendeu a perder sabe sair de cena na hora  certa e apronta as
malas calmamente, deixando  o caminho livre para aqueles que, num
determinado  caso e num determinado momento, estão mais prontos  e mais
aptos do que ele para fazer o que há que ser feito.
Ele conhece seus próprios limites.

Só por saber perder ele é sempre um vencedor.
Tem maturidade suficiente para saber-se "criança",  tem coragem para se
acovardar frente a forças  maiores do que ele, e abre mão de ser um herói 
quando percebe que nada mais pode ser feito.
Ele não teima com o impossível.

Quem já aprendeu a perder é grande, é médio,
é pequeno, de acordo com as características
da situação que a ele se apresenta.

Ele não quer vencer sempre porque a maior
de todas as batalhas ele já venceu:
aquela travada consigo mesmo, para atingir
a iluminação e o auto-conhecimento.

Quem já aprendeu a perder é um
Especialista na Arte de Viver.

Escrito por nani às 07h32
[ ] [ envie esta mensagem ]

Segunda-feira , 25 de Setembro de 2006


Aceito-te

Eu te aceito,
eu te dou esta permissão,
eu te dou o direito de me invadires o coração!

Eu te aceito,
eu te permito esta sedução,
eu te deixo invadir a minh'alma,
possuir o meu corpo
e saciar o nosso tesão!

Eu me entrego,
eu me permito esta invasão
e me deixo levar pela emoção:
viver este sentimento forte e indizível
que se chama Paixão!


autor: Mônica Amélia

Escrito por nani às 07h56
[ ] [ envie esta mensagem ]

Perfil

Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Informática e Internet, Livros, Motos
MSN -